LIÓS
Nos paralelepípedos
Nas pedras portuguesas
Estamos nós
Pelos Liós.
A sós.
Ouço passos a caminhar
Sob as mangueiras.
Clara e fria chuva
Derrama novamente a vontade
De um dia ter havido.
Caminho!
Caminho passos que não dei.
Vejo a sombra ao lado
A caminhar
Sombra que deveria ser tua.
E, como num bilro,
Teço rendas em mim.
Imaginários passos que não dei
Que continuo dando só
Pelas pedras de Liós
Nos paralelepípedos
Nas pedras portuguesas
Estamos nós
Pelos Liós.
A sós.
Ouço passos a caminhar
Sob as mangueiras.
Clara e fria chuva
Derrama novamente a vontade
De um dia ter havido.
Caminho!
Caminho passos que não dei.
Vejo a sombra ao lado
A caminhar
Sombra que deveria ser tua.
E, como num bilro,
Teço rendas em mim.
Imaginários passos que não dei
Que continuo dando só
Pelas pedras de Liós