Bem-Vindo,venha viajar comigo no mundo das palavras!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

LIÓS




Nos paralelepípedos
Nas pedras portuguesas
Estamos nós
Pelos Liós.
A sós.
Ouço passos a caminhar
Sob as mangueiras.
Clara e fria chuva
Derrama novamente a vontade
De um dia ter havido.
Caminho!
Caminho passos que não dei.
Vejo a sombra ao lado
A caminhar
Sombra que deveria ser tua.
E, como num bilro,
Teço rendas em mim.
Imaginários passos que não dei
Que continuo dando só
Pelas pedras de Liós
A BOCA ÚMIDA



O teu amor em mim
Mascara
Essa lua a me olhar em solidão.

O teu sorriso é luz
Que eu quero tanto
Onda a bater no meu cais
Que se perde no horizonte vazio.

Ah! Como eu queria achar do nó, o fio.
Navalha cega
Que rasga todo o cio
E esgarça sorrateiramente
O ócio
Óbvio
E a boca úmida.